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Técnica de enfermagem irá a júri popular acusada de matar empresário em Araguaína


A técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, será submetida a júri popular nesta terça-feira, 14, no Fórum da Comarca de Araguaína, no norte do Tocantins. Ela responde pela morte do empresário José Paulo Couto, de 75 anos, com quem mantinha um relacionamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu no dia 9 de julho de 2025, na casa da acusada, localizada no setor Parque Sonhos Dourados. O caso teve grande repercussão na cidade devido à violência e às circunstâncias apontadas na investigação.

De acordo com a acusação, o homicídio teria sido motivado por um conflito financeiro entre os dois. O empresário ajudava mensalmente nas despesas da acusada, com valores entre R$ 1.600 e R$ 1.800. No entanto, no mês do crime, o repasse teria sido reduzido para cerca de R$ 600, o que teria gerado desentendimento.

Em depoimento, Rejane relatou que, após a discussão, imobilizou o empresário dentro da residência. A investigação indica que, temendo ser denunciada, ela decidiu matá-lo. O Ministério Público sustenta que a vítima foi submetida a violência antes de morrer, em condições que caracterizam meio cruel e dificultaram qualquer possibilidade de defesa.

Após o crime, a acusada teria levado objetos da vítima, como joias, relógio e celular. Ainda conforme a denúncia, ela adulterou a placa do carro do empresário com fita isolante e pediu a um conhecido que abandonasse o veículo em outro ponto da cidade, sem explicar o ocorrido.

No dia seguinte, 10 de julho, Rejane teria pedido ajuda da irmã, Lindiana Mendes da Silva, para retirar o corpo da casa. Conforme apurado, o cadáver foi enrolado em lençóis e transportado no carro da vítima. Inicialmente contrária, a irmã teria orientado que ela procurasse a polícia, mas acabou ajudando.

O corpo foi deixado embaixo de uma ponte, nas proximidades da Avenida Filadélfia, entre o setor JK e a rodovia TO-222, sendo localizado após denúncia anônima.

O caso foi esclarecido pela Polícia Civil em poucos dias. A acusada foi denunciada por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela também responde por furto, adulteração de sinal identificador de veículo e ocultação de cadáver.

Durante o julgamento, os jurados devem analisar as circunstâncias do crime e a responsabilidade da acusada com base nas provas reunidas ao longo da investigação.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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