Chefe do Executivo do Tocantins classifica medida como precipitada e reforça que pagamentos investigados ocorreram em gestão anterior
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, pelo prazo de 180 dias, no âmbito das investigações da Operação Fames-19, que apura supostas irregularidades em contratos relacionados à distribuição de cestas básicas.
Logo após a decisão, o governador divulgou uma nota oficial em que afirma tratar-se de uma medida precipitada, já que as apurações ainda estão em andamento e sem conclusão definitiva. Wanderlei reforçou que os pagamentos investigados ocorreram entre 2020 e 2021, quando ele exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas.
Confira, na íntegra, a nota do governador:
Nota Oficial
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte.
É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Governador Wanderlei Barbosa (Republicanos)






