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Sem avanço no PCCR, professores paralisam atividades em todo o Tocantins

Categoria cobra envio imediato do projeto à Assembleia e vê pressão política sobre governo interino de Laurez Moreira

A educação pública do Tocantins entra em paralisação nesta quarta-feira (1º/10), com suspensão das aulas em todas as escolas estaduais. O movimento, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), é uma resposta à ausência de definição sobre o envio do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) à Assembleia Legislativa, promessa aguardada há anos pela categoria.

A insatisfação dos professores aumentou depois que o governo interino de Laurez Moreira (PSD) não apresentou data para encaminhar o projeto. O governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) havia se comprometido a protocolar a proposta até 16 de setembro, mas o prazo expirou sem cumprimento.

Na reunião realizada na terça-feira (30) com a Casa Civil, Seduc e Procuradoria-Geral do Estado, a expectativa era de definição de cronograma, mas o encontro terminou sem avanços. O governo limitou-se a informar que o texto segue em análise, sem previsão para ser enviado ao Legislativo.

📌 Nos bastidores, dirigentes da categoria lembram que o atual secretário de Educação, Fábio Vaz, esteve à frente da pasta por um longo período na gestão anterior e teria tido tempo suficiente para elaborar e amadurecer a proposta. Agora, a cobrança imediata, apenas 30 dias após o início da interinidade de Laurez, levanta suspeitas de que a pressão possa assumir um tom mais político que administrativo.

Para o Sintet, a ausência de respostas concretas deixa a categoria sem alternativas.

“A paralisação é um recado claro: exigimos respeito, valorização e cumprimento da palavra empenhada”, destacou a direção sindical.

Atos públicos estão marcados em várias cidades, com concentração em Palmas, às 8h30, em frente à Seduc, além de mobilizações em Araguaína, Gurupi, Paraíso, Porto Nacional e outras localidades.

A revisão do PCCR é considerada essencial para corrigir distorções salariais e valorizar a carreira docente. Com a paralisação, os professores querem mostrar que sem diálogo e compromisso efetivo, não haverá silêncio na educação.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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