Representantes da categoria lotaram o plenário da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira,onde o prejeto deverá entrar em votação nos próximos dias.
Professores da rede municipal de Araguaína entraram em estado de greve após o prefeito Wagner Rodrigues encaminhar à Câmara um projeto que reformula o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério. A proposta, segundo os docentes, representa um retrocesso e ameaça direitos conquistados ao longo de anos de luta.
Na manhã desta terça-feira (21), dezenas de profissionais ocuparam o plenário da Câmara em protesto. “É um golpe contra a valorização do professor e contra a educação pública”, criticou Rosy Franca, presidenta do Sintet Regional de Araguaína.
O sindicato afirma que o novo texto enfraquece garantias como progressão funcional e valorização por tempo de serviço, reduzindo o reconhecimento por mérito. Já o governo municipal sustenta que o modelo atual é insustentável e pressiona o limite de gastos com pessoal.
De acordo com a prefeitura, a folha da Educação já consome mais do que o repasse do Fundeb — em 2024, foram R$ 143 milhões pagos a professores contra R$ 127 milhões recebidos do fundo. O procurador-geral, Gustavo Fidalgo, diz que a readequação busca equilíbrio fiscal e viabiliza novos concursos. O prefeito nega cortes salariais e afirma que o plano garante progressão e data-base anual.
Mesmo assim, o Sintet promete manter a mobilização. “Estamos defendendo o que é justo e necessário para o futuro da educação”, declarou Rosy Franca. O projeto deve entrar na pauta de votação da Câmara ainda nesta semana.






