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Professores da rede municipal de Araguaina poderão decretar greve a qualquer momento, diz RosY França, presidente SINTET

Professores da rede municipal de Araguaína entraram em estado de greve após o prefeito Wagner Rodrigues encaminhar à Câmara um projeto que reformula o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do Magistério. A proposta, segundo os docentes, representa um retrocesso e ameaça direitos conquistados ao longo de anos de luta.

Na manhã desta terça-feira (21), dezenas de profissionais ocuparam o plenário da Câmara em protesto. “É um golpe contra a valorização do professor e contra a educação pública”, criticou Rosy Franca, presidenta do Sintet Regional de Araguaína.

O sindicato afirma que o novo texto enfraquece garantias como progressão funcional e valorização por tempo de serviço, reduzindo o reconhecimento por mérito. Já o governo municipal sustenta que o modelo atual é insustentável e pressiona o limite de gastos com pessoal.

De acordo com a prefeitura, a folha da Educação já consome mais do que o repasse do Fundeb — em 2024, foram R$ 143 milhões pagos a professores contra R$ 127 milhões recebidos do fundo. O procurador-geral, Gustavo Fidalgo, diz que a readequação busca equilíbrio fiscal e viabiliza novos concursos. O prefeito nega cortes salariais e afirma que o plano garante progressão e data-base anual.

Mesmo assim, o Sintet promete manter a mobilização. “Estamos defendendo o que é justo e necessário para o futuro da educação”, declarou Rosy Franca. O projeto deve entrar na pauta de votação da Câmara ainda nesta semana.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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