Gestão Laurez Moreira afirma que aeronave é essencial para agendas oficiais e que despesas com aviação caíram de R$ 31 milhões para R$ 11 milhões após revisão contratual
Quase três meses após anunciar uma política de contenção de gastos e suspender o uso de um jato executivo contratado pelo Governo do Tocantins, o governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), renovou um contrato no valor de R$ 11,04 milhões para serviços de táxi aéreo. A prorrogação, com vigência de 2 de dezembro de 2025 a 2 de dezembro de 2026, foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (1º).
De acordo com a Secretaria Executiva da Governadoria (Segov), o contrato corresponde à única aeronave atualmente a serviço do Estado e foi renovado devido à importância do equipamento para os deslocamentos oficiais, tanto dentro quanto fora do Tocantins. A pasta destacou que, com essa medida, o governo mantém apenas um contrato ativo de aviação.
A Segov justificou a necessidade com base em agendas que exigem deslocamentos rápidos, como reuniões institucionais, lançamentos de programas, assinaturas de convênios, captação de recursos e atividades técnicas que demandam ida e retorno à capital no mesmo dia. Segundo o governo, a manutenção do contrato garante agilidade administrativa, continuidade de ações estratégicas e condições mínimas de trabalho para as equipes.
A gestão enfatiza que a renovação é totalmente distinta do contrato anterior, de cerca de R$ 20 milhões anuais, referente a um jato executivo, que foi suspenso por Laurez em setembro — logo após assumir o comando do Executivo devido ao afastamento judicial de Wanderlei Barbosa (Republicanos). Na ocasião, o governador interino criticou o custo elevado do serviço e afirmou que não aceitaria “viagens sem resultado para o Estado”.
Com a rescisão do contrato do jato e a manutenção apenas do táxi aéreo, o governo afirma ter reduzido os gastos com aeronaves de aproximadamente R$ 31 milhões para R$ 11 milhões, sem aditivos indevidos ou reajustes, preservando apenas o serviço originalmente previsto.
A suspensão do contrato mais robusto gerou reação da defesa de Wanderlei Barbosa, que acusou Laurez de politizar o tema. Conforme nota da assessoria do republicano, “o contrato é legal, licitado e utilizado em serviço”, além de afirmar que o próprio Laurez também utilizou aeronaves contratadas pelo Estado desde 2023.






