Trump menciona possível anexação da Groenlândia e sugere ação militar contra governo colombiano
O governo dos Estados Unidos foi acusado de capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após uma ofensiva militar realizada no sábado, dia 3. No dia seguinte, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a gerar polêmica ao declarar a intenção de anexar a Groenlândia — território semi-autônomo ligado à Dinamarca — e insinuar uma intervenção militar contra o governo colombiano de Gustavo Petro.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, divulgou um comunicado afirmando que os EUA não possuem qualquer direito sobre os territórios que compõem o Reino da Dinamarca. “Preciso dizer de forma muito direta aos Estados Unidos: não há qualquer sentido em falar sobre tomar posse da Groenlândia”, destacou.
Frederiksen lembrou ainda que a Dinamarca integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e já mantém acordos de cooperação defensiva com Washington. “Temos um pacto de defesa que já concede ampla presença norte-americana na Groenlândia. Investimos em segurança no Ártico e reforço que os EUA devem interromper ameaças contra um aliado histórico e contra outro povo que já declarou claramente que não está à venda”, completou.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro groenlandês, Jens Frederik Nielsen, classificou a declaração como inaceitável. “Quando o presidente dos EUA diz que ‘precisa da Groenlândia’ e associa isso à Venezuela e à intervenção militar, não é apenas equivocado — é profundamente desrespeitoso. Nosso país não é peça de retórica de superpotência”, declarou.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que Washington “necessita” da Groenlândia por questões estratégicas. Segundo ele, a localização do território seria essencial para a segurança nacional, especialmente diante da presença de navios russos e chineses na região.
As ameaças de anexação remontam ao início do mandato de Trump, em janeiro de 2025, e continuam sendo rejeitadas por diversas lideranças europeias. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ressaltou que apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem decidir o futuro do território.
Além disso, Trump sugeriu uma possível ofensiva militar contra a Colômbia, governada por Gustavo Petro, crítico da política externa norte-americana. O presidente dos EUA chegou a dizer que uma ação militar “parece uma boa opção”.
Petro reagiu com veemência, afirmando não ser ilegítimo nem envolvido com tráfico. Declarou ainda confiar em seu povo e pediu mobilização em defesa do governo em caso de agressão externa, frisando que as forças de segurança devem agir contra invasores e não contra cidadãos colombianos.






