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Casos de dengue disparam em Araguaína e hospital alerta para cenário epidêmico

Município ultrapassa 2 mil confirmações em poucos dias, enquanto especialista aponta alta expressiva e risco de agravamento em parte dos pacientes

O avanço da dengue em Araguaína tem acendido um alerta entre autoridades de saúde e profissionais da área. Dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o número de casos confirmados saltou de 1.751 para 2.067 em apenas uma semana — um crescimento de cerca de 20%.

A situação é considerada ainda mais preocupante quando analisada em perspectiva anual. De acordo com a médica Isabela Macedo, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, o município enfrenta um cenário típico de epidemia. “Araguaína tem vivenciado uma epidemia de dengue, com 3.309 casos notificados e três óbitos nesse período. Entre os casos confirmados, 104 apresentam sinais de alarme”, afirma.

A unidade hospitalar, vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, tem sido uma das principais referências no atendimento de casos mais graves, recebendo pacientes não apenas do norte do Tocantins, mas também de regiões do Pará e Maranhão.

Sistema de saúde sob pressão

Com o aumento acelerado das infecções, o impacto na rede pública de saúde já é visível. Unidades básicas, prontos atendimentos e hospitais registram crescimento na procura por assistência médica, exigindo reorganização estrutural e maior consumo de recursos.

Segundo a especialista, esse cenário impõe desafios operacionais relevantes, como ampliação de leitos, reforço no monitoramento clínico e maior demanda por insumos hospitalares.

Sintomas e cuidados iniciais

A dengue costuma se manifestar inicialmente com febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar geral. Ao surgirem esses sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.

Entre as orientações principais estão:

  • Manter hidratação constante, com água e soro de reidratação oral
  • Evitar automedicação, especialmente anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico
  • Permanecer em repouso

Monitoramento e risco de agravamento

Embora muitos casos sejam leves e possam ser acompanhados de forma ambulatorial, há situações que exigem atenção redobrada. Quadros com sinais de alerta podem evoluir rapidamente e demandar internação.

Os principais sinais de agravamento incluem:

  • Dor abdominal intensa
  • Vômitos persistentes
  • Tontura ou desmaios
  • Sangramentos
  • Sonolência excessiva

Nessas situações, a orientação é procurar atendimento de urgência.

Prevenção depende de ação coletiva

Sem tratamento antiviral específico, o controle da dengue depende diretamente de medidas preventivas e da redução dos focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. A médica reforça que o combate à doença exige participação ativa da população, aliada às ações do poder público.

Eliminar água parada, manter caixas d’água vedadas e evitar acúmulo de resíduos são medidas essenciais para conter o avanço da doença.

Rede hospitalar e atuação nacional

O HDT integra a rede da Ebserh desde 2015. A empresa pública, ligada ao Ministério da Educação, administra atualmente 45 hospitais universitários federais em todo o país. Além do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), essas unidades desempenham papel estratégico na formação de profissionais e no desenvolvimento de pesquisas na área da saúde.

Diante do cenário atual, autoridades reforçam que a resposta à dengue exige vigilância contínua e engajamento coletivo para evitar que os números continuem em ascensão.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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