Segundo informantes da base governistas o deputado Léo Barbosa, filho do governador afastado, era só alegria nesta terça-feira, 04, durante a sessão na ALETO.
A temperatura política em torno do possível retorno do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) voltou a cair após mais uma rodada de expectativas que terminou em frustração — a terceira vez desde o afastamento.
Esfriou novamente a esperança de uma definição nesta semana sobre o julgamento do terceiro recurso apresentado pela defesa, que busca derrubar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afastou o governador por 180 dias no âmbito da Operação Fames-19, que investiga supostos desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
Apesar da ansiedade dos aliados, o processo não constava na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques, que encontra-se em viagem à Bélgica, o que adia ainda mais qualquer possibilidade de apreciação imediata.
A “terceira encenação” que terminou em fiasco
Ontem, 04 de novembro, aliados do grupo barbosista davam como certa a volta de Wanderlei ao Palácio Araguaia. Internamente, havia até articulação para comemorações e atos políticos, como ocorreu nas outras três falsas contagens regressivas anteriores.
Mas, mais uma vez, a realidade derrubou as expectativas:
O ministro relator não estava no país e o habeas corpus sequer chegou a ser pautado.
Resta a pergunta que tomou força nos bastidores políticos:
Qual será a próxima encenação do grupo barbosista?
As três derrotas da defesa no STF
Desde que o afastamento completou 60 dias, em 3 de novembro, a defesa já tentou três caminhos no Supremo — todos sem sucesso até aqui:
- 1º Habeas Corpus – Negado pelo ministro Edson Fachin, que considerou que não era o momento adequado para análise.
- 2º Pedido – Redistribuído ao ministro Luís Roberto Barroso, que rejeitou o recurso em 10 de outubro.
- Agravo Regimental (3º recurso) – Protocolado em 13 de outubro, pedindo que o caso seja julgado pela 2ª Turma do STF, composta por Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça e Dias Toffoli. O processo segue parado no gabinete do relator desde 20 de outubro, sem previsão de análise.
Gravidade do caso exposto nos autos
O documento que embasou o afastamento é contundente: além da suspeita de desvio de recursos destinados à população vulnerável durante a pandemia, a investigação aponta que o governo teria se transformado em um “verdadeiro balcão de negócios”, com cobrança de propina em contratos, além de uso de recursos desviados em nome de familiares do governador.






