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Crise de Expectativas: Aliados de Wanderlei acumulam três frustrações com falsos anúncios de retorno ao Cargo

A temperatura política em torno do possível retorno do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) voltou a cair após mais uma rodada de expectativas que terminou em frustração — a terceira vez desde o afastamento.

Esfriou novamente a esperança de uma definição nesta semana sobre o julgamento do terceiro recurso apresentado pela defesa, que busca derrubar a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afastou o governador por 180 dias no âmbito da Operação Fames-19, que investiga supostos desvios de recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.

Apesar da ansiedade dos aliados, o processo não constava na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques, que encontra-se em viagem à Bélgica, o que adia ainda mais qualquer possibilidade de apreciação imediata.

A “terceira encenação” que terminou em fiasco

Ontem, 04 de novembro, aliados do grupo barbosista davam como certa a volta de Wanderlei ao Palácio Araguaia. Internamente, havia até articulação para comemorações e atos políticos, como ocorreu nas outras três falsas contagens regressivas anteriores.
Mas, mais uma vez, a realidade derrubou as expectativas:
O ministro relator não estava no país e o habeas corpus sequer chegou a ser pautado.

Resta a pergunta que tomou força nos bastidores políticos:
Qual será a próxima encenação do grupo barbosista?

As três derrotas da defesa no STF

Desde que o afastamento completou 60 dias, em 3 de novembro, a defesa já tentou três caminhos no Supremo — todos sem sucesso até aqui:

  1. 1º Habeas Corpus – Negado pelo ministro Edson Fachin, que considerou que não era o momento adequado para análise.
  2. 2º Pedido – Redistribuído ao ministro Luís Roberto Barroso, que rejeitou o recurso em 10 de outubro.
  3. Agravo Regimental (3º recurso) – Protocolado em 13 de outubro, pedindo que o caso seja julgado pela 2ª Turma do STF, composta por Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça e Dias Toffoli. O processo segue parado no gabinete do relator desde 20 de outubro, sem previsão de análise.

Gravidade do caso exposto nos autos

O documento que embasou o afastamento é contundente: além da suspeita de desvio de recursos destinados à população vulnerável durante a pandemia, a investigação aponta que o governo teria se transformado em um “verdadeiro balcão de negócios”, com cobrança de propina em contratos, além de uso de recursos desviados em nome de familiares do governador.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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