Relatório aponta crescimento de 37% nas mortes entre 2024 e 2025, apesar da redução no total de ocorrências
A cidade de Araguaína registrou aumento significativo no número de mortes no trânsito entre 2024 e 2025. Dados divulgados pela Agência de Segurança Transporte e Trânsito (ASTT) indicam crescimento de 37% nos casos fatais no período, acendendo alerta para a necessidade de intensificação das ações educativas e de fiscalização.
O balanço integra o relatório do Programa Vida no Trânsito (PVT), iniciativa nacional voltada ao monitoramento e análise de sinistros com vítimas fatais. Em 2024, foram contabilizadas 35 mortes. Já em 2025, o número subiu para 48 ocorrências.
A coleta e consolidação das informações são realizadas por um comitê local que reúne diferentes instituições, entre elas a Polícia Militar, o Instituto de Medicina Legal (IML), a Polícia Civil, a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros, a Perícia Criminal e as Secretarias de Saúde municipal e estadual. A atuação integrada permite identificar padrões, fatores de risco e áreas críticas dentro do perímetro urbano e rodoviário do município.
“Nosso trabalho é analisar cada caso, identificando fatores de risco e realizando uma análise epidemiológica do perfil das colisões e das vítimas. A área de Araguaína é delimitada por uma circunferência de 74 km, por isso os números e o mapa de registro dos sinistros ajudam a direcionar nossas ações e planejar o monitoramento de áreas específicas da cidade para reduzir o número de sinistros de trânsito”, explica a presidente do Comitê Gestor do PVT de Araguaína, Diva Furtado.
Jovens e motociclistas lideram estatísticas
O levantamento revela concentração de ocorrências fatais nos meses de dezembro e janeiro, período de férias escolares, quando há maior fluxo de veículos, especialmente no trecho urbano da BR-153.
Entre as vítimas, os motociclistas aparecem como o grupo mais vulnerável, somando 21 mortes em 2025 — o equivalente a 41,7% do total. A maioria dos óbitos envolveu homens (34 casos), com destaque para a faixa etária de 18 a 25 anos, que registrou 16 vítimas.
Apesar do aumento na letalidade, o relatório aponta queda de 13,98% no número geral de sinistros. Em 2024 foram registradas 2.324 ocorrências, enquanto em 2025 o total consolidado ficou em 1.999 casos.
“Este resultado aponta uma diminuição expressiva nos registros, evidenciando um avanço progressivo e os impactos positivos das ações desenvolvidas. Mas ainda precisamos nos preocupar com a letalidade das colisões”, reforça Diva Furtado.
Fiscalização e educação como estratégias prioritárias
Ao longo de 2025, o setor de fiscalização municipal promoveu quase mil ações voltadas à prevenção de acidentes. As iniciativas incluíram aferição de radares, operações educativas em escolas, intervenções em pontos considerados sensíveis e blitze de rotina.
No mesmo período, mais de 7.300 condutores foram autuados por infrações diversas. Aproximadamente 300 veículos foram removidos por irregularidades como estacionamento proibido, condução sem habilitação, CNH suspensa ou cassada e acúmulo de multas.
Com base nos dados epidemiológicos e no mapeamento das ocorrências, o município pretende reforçar a presença fiscalizatória e ampliar campanhas educativas, especialmente direcionadas ao público jovem e aos motociclistas, considerados atualmente os segmentos mais expostos ao risco de morte no trânsito.






