O G5 capitaniado pelo prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira e as outras quatro maiores cidades do estado podem definir a eleiçaõ do próximo ano
O anúncio do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, de que manterá seu apoio à senadora Dorinha Seabra (União Brasil) como candidata ao governo do Tocantins em 2026, reorganiza de forma significativa o cenário político estadual. A manifestação pública de Siqueira reforça a unidade do chamado G5 — grupo formado pelos prefeitos das cinco maiores cidades do Estado: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso do Tocantins. Esse bloco, agora alinhado em torno de Dorinha, passa a representar um contraponto de peso ao governo de Laurez Moreira (PSB), que deve tentar consolidar sua candidatura à reeleição com o apoio da máquina estadual e de parte da Assembleia Legislativa.
A força do G5 não se limita à influência eleitoral direta dessas cidades — juntas, elas concentram mais de 40% do eleitorado tocantinense —, mas também ao seu peso simbólico e econômico. Prefeitos de grandes centros tendem a formar opinião e irradiar influência política para as regiões vizinhas, o que pode ampliar o alcance da candidatura de Dorinha para além dos limites urbanos.
Por outro lado, Laurez conta com o aparato governamental, que historicamente confere vantagens estratégicas a quem ocupa o Palácio Araguaia. O controle da máquina pública permite maior capilaridade nas cidades de médio e pequeno porte, além de influência sobre lideranças locais e parlamentares. Esse fator pode equilibrar a disputa, especialmente no interior, onde o voto tende a ser mais sensível a políticas de investimento e presença administrativa.
Dorinha, governadora, com Eduardo Gomes e Carlos Gaguim senadores; Laurez, governador, com Irajá Silvestre e Vicentinho Junior senadores.

A disputa, portanto, tende a se desenhar entre dois polos bem definidos: Dorinha, apoiada pelos maiores colégios eleitorais e com discurso de renovação e gestão técnica; e Laurez, ancorado no poder político e na estrutura institucional do governo estadual. A grande incógnita será o comportamento do eleitorado do interior — se seguirá a tendência das grandes cidadesou se permanecerá fiel à força da máquina.
O cenário que se desenha é de uma eleição altamente competitiva. A unidade do G5 garante a Dorinha um ponto de partida privilegiado, mas a capacidade de Laurez em manter coeso seu grupo político e utilizar o governo para fortalecer alianças pode definir o rumo da disputa. Em 2026, o Tocantins pode assistir a uma das eleições mais equilibradas e estratégicas de sua história recente.






