Após declarações firmes de apoio, governador Wanderlei Barbosa agora cobra definição do senador, levantando dúvidas sobre alianças e possíveis contradições no tabuleiro político.
A política do Tocantins segue envolta em incertezas e contradições. Há alguns meses, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi categórico ao afirmar: seu primeiro voto para o Senado é do senador Eduardo Gomes (PL) e o seu candidato a governador é Amélio Cayres (Republicanos). Ponto final.
Agora, no entanto, o cenário ganha contornos de dúvida. O próprio Wanderlei tem cobrado uma manifestação de Eduardo Gomes, questionando em que lado ele vai estar: ao lado de Amélio ou com a deputada federal Professora Dorinha (União Brasil), outra figura de peso na disputa.
A contradição é evidente. Se Wanderlei já havia assegurado publicamente que Eduardo estava ao seu lado, por que agora a necessidade de uma cobrança? Será que o governador, de forma velada, estaria empurrando Eduardo para outra chapa, sem ter a coragem de assumir tal movimento?
A situação ganha ainda mais relevância diante do momento político de Eduardo Gomes, hoje um dos nomes de maior ascensão no Tocantins, ocupando a vice-presidência do Senado e ampliando sua influência em Brasília e no estado.
O quadro ainda está em aberto. Muitas dúvidas e questionamentos permanecem. Afinal, com quem realmente Eduardo Gomes vai caminhar na disputa pelo comando político do Tocantins?






