Escolhido para representar a Câmara Municipal de Araguaína no evento, o vereador Lucas Campelo não foi convidado para subir ao palanque das autoridades.
O sorteio das unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, realizado na noite desta quinta-feira (23) em Araguaína, revelou mais que números e promessas: expôs desorganização e vaidades políticas. O evento acabou marcado pela ausência oficial da Câmara Municipal e por um constrangimento público.
O presidente do Legislativo, Max Fleury, não compareceu e designou o vereador Lucas Campelo — recentemente alçado pelo prefeito Wagner Rodrigues ao título de “embaixador das moradias” — para representá-lo. No entanto, em um episódio que soou como descaso, o cerimonial simplesmente ignorou a presença do vereador, deixando-o de fora da composição do palco.
O deputado federal Carlos Gaguim, aliado de primeira ordem de Lucas, chegou a gesticular diversas vezes para que o parlamentar subisse ao palco, em um gesto de solidariedade que escancarou o embaraço. Mesmo assim, o parlamentar manteve-se em silêncio, optando pela discrição para não piorar o clima. Fica a dúvida: o erro partiu do cerimonial ou houve interferência política deliberada para evitar o destaque do vereador?
O resultado foi claro — a Câmara (que aprovou a doação da área parta construção das unidades habitacionais) ficou sem voz e sem assento em um evento que deveria contar com todas as representações institucionais. Enquanto o público celebrava o sorteio das casas, nos bastidores o episódio deixava evidente o jogo de egos que ainda permeiam a política local.
Ao final, Lucas Campelo deixou o local ao lado de Gaguim e de outros convidados rumo a um restaurante de propriedade do próprio presidente da Câmara. O cardápio da noite tá fácil de adivinhar.
Redação: Portal do Tomaz
Foto: Féliz Almeida






