Secretaria da Saúde destaca que controlar a pressão arterial e adotar hábitos saudáveis são medidas essenciais para reduzir a ocorrência da doença, uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo
No Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado nesta quarta-feira (29 de outubro), a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) chama a atenção da população para os sinais de alerta, fatores de risco e formas de prevenção da doença, também conhecida como derrame. O AVC é a segunda causa de morte entre os brasileiros e a principal causa de incapacidade permanente em todo o mundo.
A enfermidade ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro, provocando danos neurológicos graves. Segundo especialistas, controlar a pressão arterial e manter hábitos de vida saudáveis podem reduzir significativamente as chances de um episódio.
Tipos de AVC
Os AVCs se dividem em isquêmico e hemorrágico. O tipo isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre quando há entupimento das artérias cerebrais por trombose ou embolia. Já o hemorrágico resulta da ruptura de vasos sanguíneos, levando a sangramentos no cérebro.
O neurologista Marcelo Silva, do Hospital Geral de Palmas (HGP), explica a importância do atendimento rápido:
“É de extrema importância que o socorro seja feito de forma imediata para ampliar as chances de sobrevivência e reduzir as sequelas. O tratamento inicial consiste em dissolver o trombo com medicamentos, seguido de reabilitação com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, conforme necessidade clínica”, afirmou.
Reabilitação e cuidados contínuos
A fisioterapeuta Raidênia Campos, gerente do CER III de Palmas, destacou que o tratamento do AVC não termina com a alta hospitalar.
“As sequelas cognitivas e motoras comprometem a autonomia e aumentam a dependência de cuidados. É preciso garantir acesso à reabilitação, fisioterapia, fonoaudiologia e suporte psicológico. Sem essa continuidade, o paciente perde qualidade de vida”, ressaltou.
Um exemplo é o paciente Pedro de Meneses Braga, de 60 anos, morador de Dianópolis, que sofreu um AVC isquêmico no último dia 24 de outubro.
“Comecei a passar mal em casa, senti formigamento no braço e a boca entortando. Graças a Deus fui socorrido a tempo e vim direto para Palmas. Sou autônomo, trabalho com construção civil, então espero poder voltar o mais rápido possível ao trabalho”, relatou.
Fatores de risco e prevenção
- Mantenha dieta saudável e evite o consumo excessivo de sal e gordura;
- Pratique atividades físicas regularmente;
- Evite o tabagismo e modere o consumo de álcool;
- Controle hipertensão, diabetes e colesterol;
- Cuide da saúde mental, evitando estresse e depressão;
- Fique atento ao excesso de gordura abdominal.
Como identificar um AVC
- Alterações de equilíbrio, coordenação ou fala;
- Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo;
- Alteração súbita na visão;
- Dor de cabeça intensa e sem causa aparente;
- Confusão mental ou dificuldade de compreensão.
Referência no atendimento
O Hospital Geral de Palmas (HGP) é referência estadual no atendimento a pacientes com AVC e conta com a Unidade de Cuidados Agudos do AVC (U-AVC), criada em 2016. O espaço possui 11 leitos e uma equipe multidisciplinar especializada, oferecendo atendimento 24 horas e procedimentos com uso de trombolíticos, conforme protocolos clínicos.
De janeiro a outubro de 2024, o hospital registrou 250 internações — sendo 208 casos isquêmicos e 42 hemorrágicos — e realizou 55 trombólises. No mesmo período de 2025, foram 275 internações, com 112 AVC isquêmicos, 18 hemorrágicos e 38 trombólises.
Do total de pacientes, 126 são de Palmas e os demais foram encaminhados de outros municípios do Tocantins.






