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É hora de intensificar ações de prevenção e diagnóstico da tuberculose no Dia Nacional de Combate à doença

No Dia Nacional de Combate à Tuberculose, celebrado nesta segunda-feira (17), a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins reforçou a mobilização em torno da prevenção, do diagnóstico precoce e da orientação à população para evitar o avanço da doença no estado.

Casos em alta e mudança no perfil dos pacientes

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) revelam crescimento no número de registros. Em 2024, foram 142 casos; já em 2025, até 12 de novembro, o estado contabiliza 155. O perfil etário também apresentou alterações: enquanto em 2024 a maior incidência estava na faixa de 20 a 34 anos, em 2025 houve aumento expressivo entre pessoas de 50 a 64 anos, que passaram de 19 para 47 casos.

O responsável pela Área Técnica da Tuberculose da SES-TO, Rhonner Uchôaa, destacou que “as ações de combate acontecem de forma contínua com capacitação de profissionais, ampliação do diagnóstico precoce, tratamento gratuito e acompanhamento dos pacientes”. Ele ressaltou ainda a importância de alcançar grupos mais vulneráveis, como pessoas privadas de liberdade, população em situação de rua, imigrantes e comunidades indígenas.

Tratamento rígido e riscos da resistência bacteriana

O infectologista Alexandre Janotti, do Hospital Geral de Palmas (HGP), lembrou que o tratamento básico dura pelo menos seis meses. “O abandono ou uso inadequado dos medicamentos podem levar ao aparecimento de tuberculose resistente, com necessidade de medicamentos mais caros, com mais efeitos adversos e por mais tempo e à morte também”, alertou.

A enfermeira Pamella Machado, de 36 anos, relatou sua experiência após 13 dias internada no HGP e o diagnóstico de tuberculose miliar com acometimento pulmonar e ósseo. Ela contou que iniciou o tratamento ainda no hospital e segue em acompanhamento mensal na pneumologia. “Agradeço toda a atenção que recebi, pois não me faltou assistência em nenhum momento”, afirmou.

Sintomas e formas de contágio

Entre os sintomas mais comuns estão tosse por mais de três semanas, febre baixa no fim do dia, cansaço, suor noturno, perda de apetite, emagrecimento e fraqueza. A transmissão ocorre de forma direta, quando a pessoa contaminada libera gotículas no ar ao falar, tossir ou espirrar.

Diagnóstico disponível na rede pública

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames como Teste Rápido Molecular (TRM-TB), baciloscopia, cultura, raio-X, teste tuberculínico e análises histopatológicas. Todo o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS. A fase inicial dura dois meses, com uso do esquema RHZE; na fase de manutenção, utiliza-se Rifampicina e Isoniazida pelos quatro meses seguintes.

Prevenção

A principal forma de prevenção é a vacina BCG, aplicada em dose única ao nascer e indicada para crianças menores de cinco anos. A identificação e o tratamento de pessoas com infecção latente também são fundamentais para reduzir a transmissão, reforçando a necessidade de ações permanentes de conscientização.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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