Relatórios técnicos indicam perda de rigidez e sinais de deterioração; deputado cobra resposta imediata do DNIT
A situação da ponte sobre o Rio Araguaia, localizada na BR-230 entre Tocantins e Pará, voltou ao centro das atenções após novos apontamentos técnicos indicarem fragilidades na estrutura. O deputado federal Ricardo Ayres intensificou a cobrança por providências junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, reforçando a necessidade de ações imediatas para garantir a segurança da travessia.
Durante reunião realizada na última terça-feira (14), o parlamentar entregou um novo ofício ao diretor-geral do órgão, solicitando a adoção de medidas emergenciais diante do cenário considerado preocupante.
Exigências incluem reforço estrutural e fiscalização rigorosa
No documento encaminhado, o deputado destaca uma série de ações consideradas prioritárias para evitar riscos maiores. Entre elas estão o aumento da fiscalização de cargas, intervenções emergenciais na estrutura, melhorias na sinalização e a definição de um cronograma claro de obras.
A cobrança ocorre após relatórios técnicos já encaminhados anteriormente apontarem perda de rigidez e indícios de desgaste na ponte, o que elevou o nível de alerta sobre a segurança do local.
Limitações de tráfego seguem em vigor
Em respostas a solicitações feitas ainda em 2025 e no início de 2026, o DNIT informou que a ponte permanece operando sob restrições rigorosas. As normas incluem limite de carga por eixo, peso total máximo e proibição para determinados tipos de veículos, especialmente aqueles com mais de seis eixos ou transportando cargas especiais.
Apesar da liberação condicionada, análises preliminares indicam que a estrutura apresenta desempenho inferior ao previsto em projeto, com redução aproximada de 8% na rigidez, além de sinais visíveis de deterioração, como fissuras, desgaste do concreto e exposição de armaduras metálicas.
Rotas alternativas são recomendadas
Para minimizar riscos e impactos logísticos, o DNIT orienta o uso de rotas alternativas para veículos pesados, incluindo trechos pelas BR-153, BR-010 e rodovias estaduais, além de travessias por balsa em pontos específicos.
As alternativas incluem caminhos totalmente pavimentados e outros com trechos não pavimentados, sendo recomendadas principalmente para cargas de maior porte que não se enquadram nas restrições atuais da ponte.
Monitoramento contínuo e expectativa por solução definitiva
O órgão federal informou que mantém acompanhamento técnico permanente da estrutura e que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução das análises.
Enquanto isso, cresce a pressão política por uma solução mais robusta e definitiva, diante da importância estratégica da ponte para o transporte de cargas e a integração entre Tocantins, Pará e Maranhão.






