Ministério Público, órgãos ambientais e forças de segurança definem regras mais rígidas para garantir o bem-estar animal e a organização do evento
A poucos dias da realização da 36ª Cavalgada de Araguaína, um dos maiores eventos do gênero no Brasil, órgãos de fiscalização e segurança intensificam os preparativos para garantir o cumprimento das normas de proteção animal e a segurança dos participantes. As medidas foram definidas durante audiência pública promovida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), que reuniu representantes da organização, forças policiais e instituições ambientais.
Entre as determinações estabelecidas está a ampliação da fiscalização sobre as comitivas e os animais durante todo o percurso da cavalgada, que ocorrerá no próximo dia 7 de junho, dentro da programação da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara). O objetivo é prevenir situações de maus-tratos e assegurar que os animais sejam conduzidos em condições adequadas.
Uma das principais exigências apresentadas pelo Ministério Público foi a antecipação do horário de início do evento e a adoção de medidas punitivas contra comitivas que mantiverem os animais em circulação após o encerramento oficial da programação. A determinação visa evitar exposição prolongada ao calor, fadiga e outras situações que possam comprometer o bem-estar dos animais.
A estrutura de fiscalização também contará com reforço veterinário. A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) instalará um posto de atendimento na Praça do Galo para casos emergenciais e realização de perícias, enquanto a organização do evento disponibilizará um médico veterinário exclusivo para acompanhar toda a cavalgada.
Além disso, equipes técnicas do Naturatins, da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente atuarão de forma integrada no monitoramento das condições dos animais, realizando inspeções e acompanhando possíveis ocorrências ao longo do trajeto.
Outro ponto definido durante a reunião foi a disponibilização de um local apropriado para acolhimento de animais eventualmente recolhidos em razão de maus-tratos ou irregularidades constatadas durante a fiscalização. A responsabilidade pela estrutura ficará sob coordenação do Sindicato Rural de Araguaína.
Na área de segurança pública, haverá atuação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ambiental, Guarda Municipal e Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT), com equipes distribuídas ao longo do percurso para fiscalizar o trânsito, orientar participantes e garantir o cumprimento das determinações estabelecidas.
A expectativa é que a edição deste ano reúna público semelhante ao registrado em 2025, quando aproximadamente 5 mil cavaleiros e amazonas participaram da cavalgada, organizados em 39 comitivas.
Com o reforço das ações de controle e fiscalização, os órgãos envolvidos pretendem assegurar que a tradicional cavalgada ocorra dentro dos padrões de bem-estar animal, segurança e respeito às normas legais, evitando irregularidades e garantindo a tranquilidade do evento.





