2ª Plenária do Conselho de Educação Escolar Indígena discute demandas, avalia políticas e planeja ações para 2026
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), promove até esta sexta-feira, 24, a 2ª Plenária do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena do Tocantins (CEEI/TO). O encontro reúne representantes das 98 escolas indígenas da rede estadual para discutir demandas, avaliar políticas públicas e planejar novas ações voltadas ao fortalecimento da educação escolar indígena.
Atualmente, o governo estadual atende 6.329 estudantes indígenas pertencentes aos oito povos tocantinenses: Apinajé, Krahô, Karajá, Xerente, Javaé, Krahô-Kanela, Avá-Canoeiro e Karajá-Xambioá. Cada povo tem suas especificidades culturais, linguísticas e pedagógicas, o que torna essencial o diálogo permanente entre o CEEI/TO e a Seduc para garantir uma educação que valorize as identidades e tradições de cada comunidade.
Durante a abertura, o secretário-executivo da Seduc, Eurípedes Fernandes, reforçou o compromisso do Governo do Tocantins com a gestão participativa e o diálogo com o conselho.
“Nosso propósito é participar efetivamente do trabalho do conselho, que é importantíssimo no processo de gestão. Ele nos auxilia a identificar as dificuldades de cada escola e povo, além de propor soluções para melhorar nosso trabalho, para que possamos oferecer um serviço educacional cada vez melhor, com respeito e transparência”, afirmou.
O diretor de Educação dos Povos Originários da Seduc, Amaré Gonçalves, destacou o caráter coletivo e participativo do encontro.
“Estão sendo discutidas as políticas públicas, os investimentos e ações da secretaria, sugerindo melhorias e identificando pontos sensíveis que impactam as escolas indígenas. A plenária também é fundamental para planejarmos as ações para 2026, visando ao avanço na qualidade da educação escolar indígena”, explicou.
Para o presidente do CEEI/TO, Adriano Karajá, a plenária representa um importante espaço de diálogo entre os povos indígenas e o governo estadual.
“As pautas vêm dos conselheiros locais, que apresentam as situações conforme suas realidades. Aqui, reunimos essas demandas e as socializamos com a Secretaria para buscar soluções conjuntas. Esta é nossa primeira reunião com a atual gestão e estamos com as melhores expectativas. A proposta é caminhar juntos, elaborando, discutindo e aprimorando a educação escolar indígena de forma colaborativa”, enfatizou.
A programação, iniciada na quarta-feira, 22, inclui mesas de debate, apresentações de propostas e encaminhamentos que servirão de base para o planejamento das ações da Seduc voltadas às escolas indígenas no próximo ano.






