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Juiz mantém prisão de mulher acusada de matar e ocultar corpo de empresário em Araguaína

A Justiça do Tocantins decidiu manter a prisão preventiva de Rejane Mendes da Silva, acusada de envolvimento no assassinato do empresário José Paulo Couto, em Araguaína. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal do município, durante a reavaliação periódica prevista pelo Código de Processo Penal, que determina a revisão das prisões preventivas a cada 90 dias.

O juiz responsável entendeu que continuam válidos os fundamentos que justificaram a medida, como a gravidade do crime, os indícios de autoria e o risco à ordem pública. O magistrado destacou que a vítima foi morta sob tortura, asfixia e uso de meio cruel, além de ter bens pessoais subtraídos. O corpo foi encontrado ocultado sob uma ponte.

Segundo a decisão, as provas reunidas no inquérito incluem imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, testemunhos e confissões das acusadas. Também pesa contra Rejane a suspeita de envolvimento em outro inquérito relacionado a crimes contra idosos, reforçando o risco de reincidência.

Com isso, a acusada seguirá presa preventivamente enquanto o processo tramita no Tribunal de Justiça do Tocantins.

O caso

O empresário José Paulo Couto foi dado como desaparecido no dia 9 de julho de 2025. O corpo foi localizado no dia seguinte, enrolado em panos e jogado sob uma ponte na Avenida Frimar, em Araguaína, sendo retirado do local pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rejane teria mantido um relacionamento extraconjugal com a vítima. A motivação apontada seria a decisão do empresário de encerrar o vínculo e cessar pagamentos que fazia à mulher, o que teria resultado em uma discussão seguida de agressão.

Em depoimento, a acusada confessou o crime, relatando que imobilizou a vítima, pegou uma faca e o matou. O laudo pericial constatou asfixia por estrangulamento como causa da morte, além de sinais compatíveis com tortura, como fratura no punho e cortes no pescoço.

Rejane ainda declarou que contou com a ajuda da irmã, Lindiana Mendes da Silva, de 43 anos, para ocultar o corpo. O Ministério Público denunciou Lindiana por ocultação de cadáver, enquanto Rejane responde por homicídio qualificado.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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