Decisão do MPTO leva estudante de Direito a julgamento por atropelamento fatal; apesar dos avanços no processo, a jovem não voltará para casa
A Justiça acolheu os pedidos do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e determinou que o estudante de Direito Vitor Gomes Alves de Paula seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte de Maria Alice Guimarães da Silva, ocorrida no dia 22 de março, na BR-153, em Araguaína. A jovem foi atingida por uma BMW que, segundo as investigações, era conduzida em alta velocidade, sem habilitação e sob efeito de álcool. Maria Alice estava a caminho do trabalho e trafegava dentro do limite permitido quando teve a vida interrompida no local do acidente.
Vitor permanece preso preventivamente na Casa de Prisão Provisória de Araguaína, enquanto sua defesa recorre da decisão, recurso que será analisado pelo Tribunal de Justiça.
O segundo acusado, Gustavo Fidalgo Vicente Filho — que entregou o carro ao condutor mesmo sabendo que ele não tinha habilitação — aceitou um acordo de transação penal e prestará serviços comunitários por um ano na Casa do Idoso Sagrado Coração de Jesus, em Araguaína.
A decisão representa um passo importante para que a Justiça seja feita, mas não apaga a dor da família nem traz de volta a jovem Maria Alice.






