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Licença de vice-prefeito escancara racha entre grupos de Wagner e Alexandre Guimarães e sinaliza avanço no governo estadual

A licença do vice-prefeito de Araguaína, Israel Guimarães (MDB), deverá ser votada pela Câmara Municipal na próxima semana, com o retorno dos trabalhos legislativos. Mas o pedido de afastamento, mesmo antes de ser oficializado, já movimenta os bastidores e evidencia o racha político entre o grupo do prefeito Wagner Rodrigues (UB) e o grupo liderado pelo deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) — irmão de Israel.

O afastamento do vice coincide com rumores de que ele deve assumir uma função no governo estadual, comandado pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), adversário direto do grupo de Wagner e da senadora Dorinha Seabra (UB). A movimentação é interpretada como uma manobra política articulada por Alexandre, que cada vez mais se aproxima do Palácio Araguaia com vistas à disputa majoritária de 2026.

Alexandre Guimarães tem intensificado agendas com Amélio Cayres (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e um dos principais nomes do grupo de Wanderlei. Nos bastidores, há quem diga que Alexandre pode integrar a chapa ao lado do senador Eduardo Gomes (PL) ou até do próprio governador, mirando uma vaga no Senado.

Enquanto isso, o acordo firmado entre Wagner e Alexandre para as eleições municipais de 2024 parece cada vez mais frágil. O gesto de Israel, ao buscar abrigo político no governo estadual, é visto por aliados de Wagner como uma traição estratégica — e o início de uma nova composição de forças que isola o atual prefeito do tabuleiro político estadual.

A indefinição sobre o futuro político de Wagner também alimenta especulações: se o prefeito decidir disputar um cargo em 2026, Israel assumiria a prefeitura. Por outro lado, corre nos bastidores que Wagner teria recuado da ideia e estaria disposto a lançar sua esposa a deputada estadual, permanecendo no comando do município justamente para impedir que Israel assuma o Executivo.

A licença, portanto, não é apenas uma formalidade administrativa — trata-se de um movimento tático que pode redesenhar os grupos de poder em Araguaína e no Estado. A dúvida que paira no ar: há espaço para governar com foco na cidade, ou tudo já gira em torno das eleições de 2026?

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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