Outros veículos que também estavam no fundo do rio já foram resgatados
Quase dez meses após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) pela BR-226, uma carreta carregada com ácido sulfúrico foi finalmente retirada das águas do Rio Tocantins. O resgate aconteceu nesta segunda-feira (20).
O acidente deixou 14 mortos, três desaparecidos e um ferido. No momento da tragédia, caminhões, caminhonetes, carros e motocicletas foram arrastados junto com os destroços para o fundo do rio. A operação de resgate, conduzida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), contou com o uso de mergulhadores, guindastes, escavadeiras e balões de reflutuação. Segundo o órgão, o içamento da carreta começou no sábado (18) e foi concluído nesta segunda-feira.
Apesar da carga perigosa, análises realizadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) apontaram que não houve contaminação do rio nem danos à fauna. A diluição natural do ácido no grande volume de água do Tocantins impediu alterações significativas na qualidade hídrica.
Até o momento, já foram retirados outros veículos, incluindo caminhonetes e caminhões. O DNIT informou que ainda permanecem submersos uma carreta completa, um cavalo mecânico, uma caminhonete e duas motocicletas. A recuperação desses veículos é considerada de alta complexidade técnica, exigindo drenagem e monitoramento constante devido ao assoreamento da área.
O restante da antiga ponte foi demolido em fevereiro deste ano, e as obras da nova estrutura já estão em andamento. A entrega está prevista para ocorrer ainda em 2025, restabelecendo uma das principais ligações entre o Tocantins e o Maranhão.






