Manifestação percorreu principais ruas da cidade após feminicídio que chocou o extremo norte do estado
Tocantinópolis amanheceu mobilizada nesta segunda-feira (15). Centenas de pessoas saíram às ruas em uma grande manifestação pedindo justiça pela morte de Thalyta Amancio da Silva Fernandes, de 27 anos, assassinada brutalmente no último dia 11 de setembro. O protesto percorreu as principais vias da cidade, em um ato silencioso, mas carregado de dor e indignação.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque o crime foi cometido na frente dos dois filhos da vítima, de seis e oito anos, deixando a comunidade em choque.
O principal suspeito do feminicídio é o ex-companheiro de Thalyta, de 41 anos, que foi preso nesta segunda-feira (15) em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Conforme a Polícia Civil, ele se apresentou à Central de Atendimento da corporação acompanhado de uma advogada.
Segundo a delegada Lívia Rafaela, titular da 3ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (3ª DEAMV – Tocantinópolis), o pedido de prisão preventiva havia sido representado pela Polícia Civil e deferido pela Justiça ainda no fim de semana.
“O suspeito está preso e permanecerá à disposição do Judiciário. Agora, nossa equipe conclui o inquérito para encaminhar ao Ministério Público e à Justiça, que darão continuidade ao processo”, afirmou a delegada.
Após o crime, o corpo de Thalyta foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais e liberado aos familiares. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar e prestar atendimento aos filhos da vítima.
A manifestação popular mostrou que a cidade não vai se calar diante da violência contra a mulher. Moradores reforçaram que não se trata apenas de pedir justiça por Thalyta, mas de lutar para que nenhuma outra mulher seja vítima de feminicídio em Tocantinópolis.






