Deputado do PSDB mantém postura de retração na ALETO, mesmo diante da operação que vasculhou gabinetes de colegas e da crise política que abalou o Palácio Araguaia.
O silêncio do deputado estadual Júnior Geo (PSDB) vem chamando atenção nos corredores da Assembleia Legislativa do Tocantins (ALETO). Conhecido por discursos duros e críticas afiadas, Geo optou por uma postura discreta justamente no momento mais turbulento da política tocantinense.
Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em dez gabinetes de parlamentares estaduais, aprofundando suspeitas sobre irregularidades que atingem o coração do Legislativo. Paralelamente, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo por determinação unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da Operação Fames-19.
Diante de fatos de tamanha gravidade, a ausência de posicionamento de Geo surpreende aliados e adversários. Seu silêncio tem sido interpretado como cálculo político por alguns e como omissão preocupante por outros, especialmente para quem esperava do parlamentar uma voz ativa em meio à tempestade institucional.
Enquanto o vice-governador Laurez Moreira (PSD) assume interinamente o comando do Estado e a ALETO se vê pressionada a dar respostas à sociedade, a postura retraída de Júnior Geo já alimenta especulações sobre suas estratégias para as eleições de 2026 — e sobre o quanto o silêncio pode custar a sua imagem pública.






