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STF deve concluir julgamento de Bolsonaro e ex-aliados por tentativa de golpe até a próxima semana


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve encerrar, até a próxima sexta-feira (12), o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes de sua gestão, acusados de tentar articular um golpe de Estado. A análise do caso teve início na terça-feira (2), na Primeira Turma, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que deve apresentar o voto com a definição das penas.

Além de Bolsonaro, são réus no processo os ex-ministros Walter Braga Netto, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. Eles respondem por crimes como tentativa de abolição do Estado democrático de direito, organização criminosa armada e golpe de Estado. As punições, somadas, podem ultrapassar quatro décadas de prisão.

Entre os pontos sensíveis do julgamento estão:

  • a possibilidade de sobreposição de crimes, o que poderia reduzir penas;
  • a contestação da delação premiada de Mauro Cid, levantada pelas defesas;
  • e a definição do local de cumprimento das eventuais condenações, se em presídios comuns ou em unidades especiais.

Na abertura do julgamento, Moraes classificou os acusados como integrantes de uma “organização criminosa” e afirmou que a tentativa golpista ficou claramente demonstrada. Para o ministro, não há espaço para impunidade. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou a tese ao destacar que a falta de repressão a ataques contra a democracia pode incentivar novas investidas autoritárias.

O caso acontece em meio a pressões políticas, incluindo articulações no Congresso Nacional para aprovar uma proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Se houver divergências entre os ministros da Primeira Turma, o julgamento poderá ser levado ao plenário do STF. Enquanto isso, Bolsonaro permanece em prisão domiciliar em Brasília, e Braga Netto segue preso preventivamente em uma unidade militar no Rio de Janeiro.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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