Guimarães entra no radar ao governo, Dorinha ganha apoio de Wanderlei, Amélio vira incógnita e Senado tem favoritismo de Eduardo Gomes
A política do Tocantins segue em ebulição e os movimentos recentes deixam claro que o processo eleitoral de 2026 já começou nos bastidores. Nomes tradicionais e novas articulações redesenham o cenário, com disputas internas, reposicionamentos estratégicos e alianças ainda em construção.
Entre os nomes que ganham força está o do deputado federal Alexandre Guimarães (MDB). Com atuação destacada no Congresso e base consolidada no norte do estado, Guimarães passou a ser citado como possível candidato ao Governo do Tocantins, especialmente entre lideranças que defendem um projeto alternativo ao atual grupo no poder. Embora ainda não haja anúncio oficial, o crescimento das especulações indica que seu nome entrou de vez no radar da sucessão estadual.
No campo governista, a senadora Professora Dorinha (União Brasil – UB) surge como pré-candidata ao Palácio Araguaia, agora com o apoio declarado do governador Wanderlei Barbosa. A sinalização muda o eixo da base aliada e provoca questionamentos sobre o futuro do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos). Até o afastamento de Wanderlei, Amélio era tratado internamente como o candidato natural do governo, por integrar o mesmo partido do governador e ocupar posição estratégica no Legislativo. Com o novo desenho, cresce a dúvida: Amélio seguirá alinhado ao projeto Dorinha-Wanderlei, buscará uma candidatura própria ou adotará uma postura de espera para avaliar o cenário?
Outro ponto sensível envolve o deputado Jorge Frederico e outros parlamentares que se alinharam ao grupo de Laurez Moreira durante o período de instabilidade política e afastamento do governador. Com o retorno de Wanderlei ao cargo, esse grupo enfrenta agora um desgaste político evidente, além da necessidade de recalcular rotas. Alguns já tentam reaproximação com o Palácio Araguaia, enquanto outros podem enfrentar dificuldades para se manter competitivos dentro da base governista.
Na disputa pelo Senado, o cenário é mais favorável para Eduardo Gomes, que aparece disparado nas pesquisas e cada vez mais consolidado politicamente. A força das articulações nacionais, o trânsito em diferentes campos políticos e a presença constante nos municípios colocam o senador em posição confortável para a reeleição.
Em sentido oposto, o senador Irajá Silvestre sai politicamente derrotado após o retorno de Wanderlei Barbosa ao governo. Apostando no enfraquecimento definitivo do governador, Irajá perdeu espaço, viu alianças se dissolverem e hoje ocupa uma posição defensiva no tabuleiro eleitoral, com menor capacidade de articulação.
O cenário tocantinense, portanto, segue aberto, marcado por incertezas e movimentos calculados. A definição das candidaturas ao governo e ao Senado deverá acelerar as disputas e evidenciar quem, de fato, conseguiu ler corretamente o jogo político no momento mais turbulento da história recente do Estado.






