Estado mantém boas taxas de imunização e alerta para a prevenção da doença, que pode causar paralisia e até levar à morte
No Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado nesta quinta-feira, 24, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), reforça o alerta à população sobre os riscos da doença — também conhecida como paralisia infantil — e destaca a importância da vacinação para manter o estado livre do poliovírus.
“É de suma importância continuar aumentando a cobertura vacinal para que nem a pólio e nem outras doenças imunopreveníveis voltem a ser uma ameaça em nosso país. A imunização ainda é a única forma eficiente de prevenir e manter a população saudável”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues.
O Brasil é considerado livre da poliomielite desde 1994, segundo certificação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS). O feito foi resultado de amplas campanhas de vacinação, mas a queda da cobertura vacinal nos últimos anos reacendeu o alerta sobre o risco de reintrodução do vírus.
Doença grave e contagiosa
A poliomielite é uma doença viral aguda causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2 e 3). A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio do contato com fezes ou secreções de pessoas infectadas. Em casos graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso, destruindo neurônios motores e provocando paralisia flácida, principalmente nos membros inferiores. Quando afeta os músculos respiratórios, a doença pode ser fatal.
Vacina injetável substitui as gotinhas
Desde 4 de novembro de 2024, o Ministério da Saúde alterou o esquema de vacinação contra a pólio, substituindo a tradicional vacina oral (“gotinha”) pela vacina injetável. O personagem Zé Gotinha continua como símbolo das campanhas de conscientização.
A vacina contra a poliomielite é gratuita e está disponível em todas as salas de vacinação dos municípios, sendo indicada para crianças menores de cinco anos:
- 1ª dose: 2 meses (injetável)
- 2ª dose: 4 meses (injetável)
- 3ª dose: 6 meses (injetável)
- Reforço: 1 ano e 3 meses (injetável)
A gerente de Imunização da SES-TO, Marli Jerônimo, destacou o esforço contínuo para ampliar a cobertura.
“A cobertura vacinal da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) está crescendo no Tocantins, mas ainda não atingiu a meta. O Estado está implementando estratégias de multivacinação para oportunizar o acesso às vacinas, atualizar a situação vacinal e contribuir para o controle e erradicação das doenças imunopreveníveis”, explicou.
Campanha de Multivacinação
Desde 6 de outubro, a SES realiza a Campanha de Multivacinação, voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação disponibiliza vacinas contra poliomielite, febre amarela, HPV, sarampo, entre outras, nas 333 salas de vacinação do Tocantins. A campanha segue até 31 de outubro.
A pedagoga Thici Luchiari, mãe da pequena Sofia, de três meses, reforçou a importância da imunização.
“Quando a gente vira mãe, pensamos em cada detalhe para proteger o nosso filho. (…) A poliomielite é uma doença que pode causar paralisia infantil e infelizmente ainda existe em muitos lugares no mundo. Vacinar é uma forma de amor e é o jeito que eu tenho de proteger o bem mais precioso que Deus me deu”, relatou.
Cobertura vacinal
Até julho de 2025, o índice de vacinação contra poliomielite no Tocantins era de 80,46%, e a meta estadual é ultrapassar 90% até o fim do ano, próxima ao objetivo nacional de 95%. Em 2023, o Estado registrou 90,64% de cobertura, e em 2024, 91,98%, evidenciando avanço constante.
A enfermeira da área técnica de doenças imunopreveníveis, Kesia Santos de Oliveira, destacou as ações de vigilância contínua.
“O monitoramento da poliomielite no Tocantins é feito por meio da Vigilância Epidemiológica. No dia 5 de novembro, realizaremos um webinário com o Ministério da Saúde para tratar do tema. Também divulgamos materiais informativos e reforçamos que a vacinação é a única forma de prevenção da doença”, ressaltou.
Com alta adesão à imunização e campanhas constantes de conscientização, o Tocantins segue firme na missão de manter o estado livre da poliomielite e garantir a saúde das futuras gerações.






