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Defensoria Pública busca barrar terceirização das UPAs e questiona contrato de R$ 139 milhões em Palmas

Órgão pede participação em ação judicial e aponta possíveis irregularidades na gestão proposta para unidades de saúde

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins solicitou à Justiça o ingresso como amicus curiae em uma ação popular que questiona a terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Palmas. O processo tramita na 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos da Capital.

Além de pedir participação na ação, o órgão também defende a suspensão imediata do termo de colaboração no valor de R$ 139 milhões firmado entre o município e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba (SCMI), responsável pela possível gestão das unidades.

Questionamentos sobre legalidade e custos

A manifestação foi apresentada pelos núcleos de Defesa da Saúde (Nusa) e das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac). Segundo os coordenadores Freddy Alejandro Solorzano Antunes e Arthur Luiz Pádua Marques, a terceirização pode ferir princípios legais.

Entre os principais pontos levantados estão:

  • Possível violação da exigência de concurso público para contratação de pessoal
  • Desrespeito ao controle social exercido pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS)
  • Indícios de custos acima dos valores praticados no mercado

Os defensores argumentam que esses fatores podem contrariar normas federais e diretrizes do Conselho Nacional de Saúde.

Falta de resposta e atuação extrajudicial

A Defensoria também informou que tentou obter esclarecimentos de forma extrajudicial antes de recorrer ao Judiciário. No entanto, segundo o órgão, não houve retorno da Secretaria Municipal de Saúde após solicitação enviada no dia 26 de março.

Pedido de suspensão e investigação

Diante do cenário, os núcleos solicitaram à Justiça:

  • Suspensão do processo de terceirização das UPAs
  • Intimação do município para apresentar dados detalhados sobre os custos
  • Apuração de possível prática de improbidade administrativa

O pedido inclui a convocação da secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, para prestar esclarecimentos sobre o contrato.

O caso já conta com parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE), reforçando o debate jurídico em torno da gestão das unidades e do uso de recursos públicos na área da saúde.

Foto de Tomaz Xavier

Tomaz Xavier

Tomaz da Silva Xavier Formado em Pedagogia pela UFPI Jornalista de profissão há 22 anos Apresentador de TV e Radialista

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