Investigações apontam atuação de grupos criminosos envolvidos com drogas, cigarros eletrônicos, moeda falsa e movimentações financeiras ilícitas
A Polícia Federal desencadeou, nesta quarta-feira (3), duas operações simultâneas com o objetivo de desarticular grupos suspeitos de praticar diversos crimes no Tocantins. As ações ocorreram nos municípios de Palmas e Guaraí, além das cidades paraenses de São Félix do Xingu e Tucumã.
Batizadas de Operação Generalist e Operação POD 2 – Carcinogenic, as investigações resultaram no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos autorizados pela 4ª Vara Federal de Palmas.
A Operação Generalist apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolver-se em diferentes atividades ilícitas, entre elas o tráfico de entorpecentes, a circulação de cédulas falsas, o contrabando de cigarros eletrônicos e possíveis mecanismos de ocultação de recursos provenientes desses crimes.
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que o grupo mantinha atuação diversificada no meio criminoso, circunstância que inspirou o nome da operação. Caso as acusações sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes cujas penas somadas ultrapassam três décadas de prisão.
Paralelamente, a Operação POD 2 – Carcinogenic concentra esforços no combate ao comércio ilegal de cigarros eletrônicos e na identificação da estrutura utilizada para distribuição desses produtos no estado. Nesta fase, foram executados um mandado de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão.
Além do crime de contrabando, a investigação também busca identificar eventuais práticas de lavagem de dinheiro relacionadas à comercialização dos dispositivos eletrônicos para fumar.
A Polícia Federal reforçou que a fabricação, importação, venda, distribuição e divulgação de cigarros eletrônicos permanecem proibidas no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A restrição está em vigor desde 2009 e tem como justificativa os potenciais riscos à saúde associados ao uso desses equipamentos.
O nome da Operação POD 2 – Carcinogenic faz referência justamente aos possíveis efeitos nocivos provocados pelo consumo dos cigarros eletrônicos, que seguem sendo alvo de estudos e monitoramento por autoridades sanitárias.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e ampliar o alcance das apurações sobre as atividades criminosas investigadas.






